AVISO

Querido leitores de momento o Cold Blood Fanfics encontra-se em manutenção.

Voltaremos em princípio ainda este mês com mais novidades, colunas novas, entrevistas com autores de fanfics, etc..., provavelmente também com uma nova cara.

Por isso, se virem novos conteúdos no blog, não se "assustem" nem pensem que voltamos ao ativo.

Quando estivermos terminando postaremos uma mensagem.

Obrigada pela atenção.

A Equipa do CBF

Amanhecer_Livro 1: Bella: Capitulo 7: Inesperado

A linha negra avançou para mim através da mortalha neblina. Eu podia ver
seus olhos de rubi escuro brilhando de desejo, ansiando pela caça. Seus lábios
esticados sobre seus dentes úmidos e afiados – alguns para rosnar, outros para
sorrir.
Eu ouvi a criança atrás de mim choramingar, mas eu não podia me virar para
olhá-lo. Embora eu estivesse desesperada para me certificar que ele estava
seguro, eu não podia me dar o luxo de desviar o meu foco agora.
Eles flutuaram para mais perto, suas capas negras ondulando-se levemente
com o movimento. Eu vi suas mãos curvarem como garras cor de osso. Eles
começaram a se separar, buscando chegar até nós por todos os lados. Nós
estávamos cercados. Nós iríamos morrer.
E então, como a luz súbita de um raio, toda a cena se modificou. E ainda sim
nada mudou – os Volturi ainda estavam vindo diretamente até nós, inebriados
para matar. Tudo o que havia mudado era como a situação me era
apresentado. Eu estava ansiosa para isso. Eu queria que eles atacassem. O
pânico se transformou em adrenalina conforme eu avançava, um sorriso no
rosto, um grunhido escapando através dos meus dentes expostos.
Eu pulei sentada, desperta do sonho.
O quarto estava escuro. E também incrivelmente quente. Suor molhava o meu
cabelo perto da testa e escorria pela minha garganta.
Eu vaculhei pelos lençois quentes e encontrei-os vazios.
“Edward?”
Então, meus dendos encontraram alguma coisa macia e fina e firme. Uma
folha de papel, dobrada ao meio. Eu levei a nota comigo e apalpei o caminho
até o interruptor. Na parte de fora da nota, estava endereçada para a Sra.
Cullen.
Espero que você não perceba a minha ausência, mas se notar, eu vou estar de
volta bem rápido. Eu só fui para o continente caçar. Volte a dormir e eu vou
estar aqui quando você acordar de novo. Eu amo você .
Eu suspirei. Nós já estávamos aqui há mais ou menos duas semanas, então eu
devia ter imaginado que ele teria que partir, mas eu não estava contando o
tempo. Nós parecíamos existir fora do tempo aqui, só levados por um estado
perfeito.
Eu limpei o suor da minha testa. Senti-me completamente acordada, apesar do
relógio na cabeceira dizer que pouco depois da uma. Eu sabia que nunca ia ser
capaz de dormir tão quente e pregante como me sentia. Sem contar o fato que
se eu apagasse a luz e fechasse os meus olhos, com certeza voltaria a ver
aquelas figuras negras e horripilantes na minha cabeça.
Eu levantei e vaguei pela casa escura, acendendo as luzes. Parecia tão grande
e vazia sem Edward aqui. Diferente. Eu acabei na cozinha e decidi que talvez
alguma comida caseira fosse o que eu precisava.
Vasculhei a geladeira até encontrar todos os ingredientes para fazer frango
frito. Os estalos e chiados do frango na panela era legal, um som familiar, eu
me senti menos nervosa com ele preenchendo o silêncio.
Cheirava tão bem que eu comecei a comer direto da panela, queimando a
minha língua no processo. Na quinta ou sexta mordida, entretanto, tinha
esfriado o suficiente para que eu pudesse sentir o gosto. A mastigação
diminuiu. Tinha alguma coisa errada no sabor? Eu chequei a comida e estava
completamente branca, mas eu imaginei que não estivesse completamente
cozida. Eu dei outra mordida; mastiguei duas vezes.
Ugh – definitivamente ruim. Eu pulei para cuspir na pia. De repente, o cheio
de frango e óleo era revoltante. Eu peguei o prato inteiro e joguei no lixo,
então abri a janela para dissipar o cheio. Uma brisa refrescante entrou. A
sensação na minha pele foi ótima.
Eu fiquei abruptamente cansada, mas não queria voltar para o quarto quente.
Então abri mais janelas na sala de tevê e deitei no sofá em frente. Liguei o
mesmo filme que nós tínhamos assistido no outro dia e rapidamente adormeci
na canção de abertura.
Quando eu abri os meus olhos novamente, o sol estava alto no céu, mas não
foi à luz que me acordou. Braços gelados estavam ao meu redor, me puxando
de encontro a ele. Ao mesmo tempo, uma dor repentina embrulhou o meu
estômago, quase como o choque de levar um soco na barriga.
“Me desculpa,” Edward estava murmurando enquanto passava uma mão
gelada sobre a minha testa úmida. “Grande meticulosidade planejando. Eu não
pensei no quão quente você ficaria enquanto eu estava fora. Vou instalar um
ar-condiconado antes de ir uma próxima vez.”
Eu não conseguia me concentrar no que ele estava dizendo. “Com licença!” eu
ofeguei, lutando para sair de seus braços.
Ele me largou automaticamente. “Bella?”
Eu corri para o banheiro cobrindo a boca com a mão. Eu me sentia tão mal
que não liguei – no começo – que ele estivesse comigo o tempo todo enquanto
me debruçava na privada e vomitava violentamente.
“Bella? Qual é o problema?”
Eu não podia responder ainda. Ele me segurava ansiosamente, mantendo o
meu cabelo longe do meu rosto, esperando até eu poder respirar de novo.
“Droga de frango estragado,” lamentei.
“Você está bem?” Sua voz era tensa.
“Estou,” eu ofeguei. “É só comida estragada. Você não precisa ver isso. Sai
daqui.”
“Não facilmente, Bella.”
“Vai embora,” eu lamentei de novo, lutando para me levantar e poder lavar a
boca. Ele me ajudou gentilmente, ignorando os empurrões fracos que eu dei
nele.
Depois que a minha boca estava limpa, ele me carregou para cama e me
sentou cuidadosamente, me segurando com os braços.
“Comida estragada?”
“É,” eu grasnei. “Eu fiz um pouco de frango ontem à noite. Estava com um
gosto ruim, então eu joguei fora. Mas antes eu comi um pouco.”
Ele colocou uma mão gelada sobre a minha testa. A sensação foi ótima.
“Como você se sente agora?”
Eu pensei sobre isso por um momento. A náusea tinha passado tão
subitamente quanto tinha aparecido, e eu me sentia como em qualquer outra
manhã.
“Bem normal. Com um pouco de fome, na verdade.”
Ele me fez esperar uma hora e beber um grande copo d’água antes de ele fritar
alguns ovos. Eu me sentia completamente normal, só um pouco cansada de ter
acordado no meio da noite. Ele colocou na CNN – nós tínhamos estado tão
incomunicáveis que a 3ª Guerra Mundial podia ter estourado que nós não
saberíamos – eu deitei sonolenta em seu colo.
Eu fiquei entediada com todas as notícias e virei para beijá-lo. Assim como de
manhã, uma dor aguda acertou o meu estômago quando eu me movi. Pulei pra
longe dele, minha mão apertada contra a minha boca. Eu sabia que nunca
chegaria a tempo no banheiro desta vez, então eu corri para pia da cozinha.
Ele segurou o meu cabelo mais uma vez.
“Talvez nós devessemos voltar pro Rio, ver um médico,” ele sugeriu
nervosamente quando eu estava lavando a minha boca depois.
Eu balencei a cabeça e me fui direto pelo corredor. Médicos significar
agulhas. “Eu vou ficar bem assim que escovar os dentes.”
Quando a minha boca ficou com o gosto melhor, eu procurei na minha mala
pelo kit de primeiros-socorros que Alice tinha colocado na mala para mim,
cheio de coisas humanas como curativos e analgésicos e – o que eu procurava
agora – Pepto-Bismol. Talvez eu pudesse acalmar o meu estômago e
tranquilizar o Edward.
Mas antes que eu econtrasse o Pepto, eu encontrei por acaso outra coisa que
Alice tinha posto na mala pra mim. Eu peguei a pequena caixa azul e encarei-a
na minha mão por um longo momento, esquecendo de tudo.
Então eu comcei a contar na minha cabeça. Uma vez. Duas vezes. De novo.
A batida me assutou; a caixinha caiu de volta na mala.
“Você está bem?”Edward perguntou atrás da porta. “Você vomitou
novamente?”
“Sim e não,” eu disse, mas a minha voz parecia estrangulada.
“Bella? Posso entrar, por favor?” Preocupado agora.
“Tudo... bem?”
Ele entrou e avaliou a minha posição, sentanda de pernas cruzadas no chão do
lado da mala, e a minha expressão, vazia e assustada. Ele sentou do meu lado,
sua mão indo para a minha testa na mesma hora.
“Qual é o problema?”
“Quantos dias se passaram desde o casamento?” eu murmurei.
“Dezessete,” ele respondeu atomaticamente. “Bella, o que é?
Eu estava contando de novo. Eu levantei um dedo, avisando-o para esperar, e
sibilei os números para mim mesma. Nós tínhamos estado viajando mais
tempo do que eu imaginava. Fiquei chocada mais uma vez.
“Bella!” ele sussurrou urgentemente. “Eu estou perdendo o controle aqui.”
Eu tentei engolir. Não funcionou. Então eu alcancei a mala e fucei até
encontrar a pequena caixinha de absorventes novamente. Levantei-os
silenciosamente.
Ele me encarou em confusão. “O quê? Você está tentando passar essa doença
como TPM?”
“Não,” eu consegui botar pra fora. “Não, Edward. Eu estou tentando dizer
que a minha menstruação está cinco dias atrasada.”
Sua expressão facial não mudou. Era como se eu não tivesse falado.
“Eu não acho que foi comida estragada,” completei.
Ele não respondeu. Tinha se transformado numa escultura.
“Os sonhos,” eu balbuciei para mim mesma numa foz fina. “Dormindo muito.
O choro. Toda a comida. Oh. Oh. Oh.!”
O olhar do Edward parecia sem foco, como se ele não pudesse me ver mais.
Automaticamente, quase involuntariamente, a minha mão caiu sobre o meu
estômago.
“Oh!” eu exclamei novamente.
Eu fiquei de pé, saindo das mãos imóveis de Edward. Eu não tinha trocado o
baby-doll de seda que eu usei para dormir. Levantei o tecido azul e encarei o
meu estômago.
“Impossível,” sussurrei.
Eu tinha praticamente nenhuma experiência com gravidez ou bebês ou
qualquer parte desse universo, mas eu não era uma idiota. Eu já tinha visto
filmes e programas de tv o suficiente para saber que não era assim que
funcionava. Eu só estava cinco dias atrasada. Se eu estivesse grávida, meu
corpo provavelmente nem teria registrado o fato. Eu não teria enjôos matinais.
Não teria mudado meus hábitos alimentares ou meu sono.
E definitivamente não teria uma pequena mas definida barriga aparecendo
entre o meu quadril.
Eu virei o meu tronco várias vezes, examinando-a de vários ângulos,
esperando que desaparecesse na luz certa. Eu passei os dedos na minha
repentina barriga, surpresa no quão dura ela parecia sob a minha pele.
“Impossível,” eu disse novamente, porque, com barriga ou sem barriga,
menstruação ou não menstruação (e definitivamente nunca houve um ciclo
atrasado um único dia na minha vida toda), não havia jeito que eu pudesse
estar grávida. A única pessoa que eu já tinha transado era um vampiro, pelo
amor de Deus.
Um vampiro que ainda estava congelado no chão sem sinais de voltar a se
mexer.
Então tinha alguma outra explicação, afinal. Alguma coisa errada comigo.
Uma estranha doença sul-americana com todos os sintomas de gravidez só que
acelerada...
E então eu me lembrei de algo – uma manhã de pesquisas na internet que
parecia séculos atrás agora. Sentada na mesa velha do meu quarto na casa do
Charlie com uma luz cinza atravessando a janela, encarando o meu
computador velho e lento, lendo avidamente um website chamado “Vampiros
de A a Z.” Tinha sido menos de vinte e quatro horas depois de Jacob Black,
tentando me entreter com algumas lendas antigas dos Quileute que ele ainda
não acreditava, me contou que Edward era um vampiro. Eu procurei
ansiosamente as primeiras entradas do site, que eram dedicadas a mitos de
vampiros ao redor do mundo. O filipirno Danag, o hebreu Estrie, o romeno
Varacolaci, o italiano Stregoni benefici (uma lenda realmente baseada nos
primeiros contados do meu novo sogro com os Volturi, apesar de, naquela
época, eu não saber disso)...
Eu prestei cada vez menos atenção conforme as histórias ficavam mais
implausíveis. Elas mais pareciam desculpas inventadas para explicar coisas
como taxas de mortalidade infantil – ou infidelidade. Não, amor. Eu não estou
tendo um caso. Aquela gostosa que você viu saindo escondida de casa era uma
maligna succumbus* . Eu tenho sorte de ter escapado com vida!” (Claro, com
o que eu sabia agora sobre Tanya e suas irmãs, eu suspeitava que essas
desculpas tinham sido fatos.! Tinha tido mulheres, também. Como você pode
me acusar de te trair – só porque você ficou dois anos navegando em auto-mar
e eu estou grávida? Foi um incubus**. Ele me hipnotizou com seus mitológios
poderes de vampiro...
Essa parte tinha sido a definição de incubus – a abilidade de gerar crianças
com a sua depredação calculada
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*Succumbus - de STRUMPET [lascivo]- um espírito prostituído que
corrompia sexualmente as pessoas. Crenças da Idade Média.
** Incumbus - Crença da Idade Média de um ser maligno que abusava e
atacava sexualmente mulheres, engravidando-as.
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Balancei a minha cabeça, atordoada. Mas...
Pensei em Esme e especialmente em Rosalie. Vampiros não podiam ter filhos.
Se fosse possível, Rosalie já teria descoberto um jeito a esta altura. O mito do
incubus era só isso, uma lenda.
Exceto que... bom, havia uma diferença. Claro que Rosalie não podia conceber
uma criança, porque ela estava congelada no estado em que havia passado de
humana para não-humana.
Totalmente imodificável. E o corpo das mulheres humanas precisam mudar
para gestar filhos. A constante mudança mensal de ciclos menstruais para
começar, e depois as maiores mudanças para acomodar um bebê em
crescimento. O corpo da Rosalie não podia se modificar.
Mas o meu podia. O meu mudou. Eu toquei a bola no meu estômago que não
tinha estado ali ontem.
E homens humanos – bom, eles praticamente ficam do mesmo jeito da
puberdade até a morte. Eu relembrei um exemplo qualquer familiar,
desenterrado sabe-se lá da onde: Charlie Chaplin que nos seus setenta e pouco
foi pai de seu caçula. Homens não tinham coisas como mudanças de gestação
ou ciclos de fertilidade.
Claro, como alguém ia saber se vampiros homens podiam ser pais, quando as
suas parceiras não eram capaz? Que vampiro na terra teria o controle
suficiente para testar a teoria com uma mulher humana? Ou teria vontade?
Eu só conseguia pensar em um.
Parte da minha cabeça estava ruminando o fato, a lembrança e a especulação,
enquanto a outra metade – a parte que controlava a habilidade de mexer até o
menor dos músculos – estava chocada além da capacidade para poder operar
normalmente. Eu não conseguia mexer os meus lábios para falar, embora
quisesse pedir que Edward por favor me explicasse o que estava acontecendo.
Eu precisava voltar a onde ele estava sentando, tocá-lo, mas o meu corpo não
estava seguindo as ordens. Eu só conseguia encarar os meus olhos assustados
no espelho , meus dedos pressionados contra a bola no meu tronco.
E então, como o pesadelo vívido da noite anterior, a cena rapidamente se
transformou. Tudo o que eu via no espelho parecia completamente diferente,
embora nada realmente estivesse diferente.
O que fez tudo mudar foi o macio e pequeno chute na minha mão – de dentro
do meu corpo.
No mesmo momento, o celular do Edward tocou, agudo e chamativo. Nenhum
de nós se mexeu. Tocou de novo e de novo. Eu tentei apagar o som enquanto
apertava os meus dedos contra o meu estômago, esperando. No espelho a
minha expressão não era mais assustada – era sonhadora. Eu mal notei quando
estranhas e silenciosas lágrimas escorreram pela minha bochecha.
O telefone continuou tocando. Desejei que Edward atendesse – eu estava
tendo um momento. Possivelmente o maior momento da minha vida.
Ring! Ring! Ring!
Finalmente, a irritação acabou com todo o momento. Eu me ajoelhei próxima
a Edward – percebi que estava me mexendo cuidadosamente, mil vezes mais
consciente do efeito de cada movimento – e passei a mão por seus bolsos até
encontrar o telefone. Eu meio que esperava que ele tomasse-o e atendesse ele
mesmo, mas ele ficou perfeitamente imóvel.
Eu reconheci o número, e pude facilmente adivinhar poque ela estava ligando.
“Oi, Alice,” eu disse. Minha voz não estava muito melhor do que antes.
Limpei a garganta.
“Bella? Bella, você está bem?”
“Sim. Um. Carlisle está?”
“Ele está. Qual é o problema?”
“Eu não estou... cem por cento...certa…”
“Edward está bem?” ela perguntou cautelosamente. Ela afastou o telefone e
chamou o nome de Carlisle e logo continuou, “por que ele não atendeu o
telefone?” antes de que eu pudesse responder à sua primeira pergunta.
“Não sou certa”
“Bella, o que está acontecendo? Eu vi–“
“O que você viu?”
Houve um silêncio. “Aqui está Carlisle”, Ela finalmente disse.
Eu senti como se água gelada tivesse sido injetada em minhas veias. Se Alice
tivesse visto uma visão de mim com uma criança de olhos verdes, carinha de
anjo nos meus braços, ela teria me respondido, não é?
Enquanto esperei pelo segundo que levou para Carlisle falar, eu imaginava a
visão de Alice dançado atrás das minhas pálpebra. Um minúsculo, um lindo
pequeno bebê mais belo do que qualquer menino, deixou minhas veias gelada.
“Bella, é Carlisle. O que está acontecendo?”
“Eu –“ Eu não estava certa o que responder. Ele riria das minhas conclusões,
me diria que eu era louca? Eu estava tendo somente outro sonho colorido?
“Estou um pouco preocupada com Edward … Vampiros podem entrar no
choque?”
“Ele está machucado?” a voz de Carlisle era repentinamente urgente.
“Não, não” eu assegurei a ele. “apenas… surpreendido”
“Eu não estou entendendo, Bella”
“Eu acho ... bem, eu acho que ... talvez ... eu possa estar...” Respirei
profundamente “grávida”.
Como se fosse para me trazer de volta, houve outra cutucada muito pequena
no meu abdomem. Minha mão voou para minha barriga.
Depois de uma longa pausa, o treinamento médico de Carlisle voltou.
“Quando foi o dia do seu último ciclo menstrual?”
“Dezesseis dias antes do casamento”. Eu tinha feito a matemática mental
completamente antes para ser capaz de responder com a certeza.
“Como você se sente?”
“Esquisita,“ eu lhe disse, e a minha voz estalou. Outro gotejamento de
lágrimas gotejou abaixo as minhas faces. “Isto soar maluco – olhada, eu sei é
cedo para isso. Talvez eu seja louca. Mas estou tendo sonhos grotescos e
comendo o tempo todo e gritando e vomitando e … e … juro algo se moveu
dentro de mim agora mesmo”
A cabeça de Edward levantou. Suspirei no alívio. Edward ergueu sua mão
para o telefone, seu rosto duro e branco.
“Um, eu acho que Edward quer falar com você”
“Coloque ele na linha” Carlisle falou com uma voz estranha.
Eu não estava inteiramente segura de que Edward poderia falar, pus o telefone
a sua mão estendida.
Ele pressionou em sua orelha “Isso é possível?” ele sussurrou.
Ele escutou durante o tempo longo, fitando inexpressivamente em nada.
“E Bella?” ele perguntou. O seu braço envolveu em volta de mim quando ele
falou, puxando-me para seu lado.
Ele escutou o que pareceu um longo tempo e logo falou “Sim, sim. Eu vou”
Ele removeu o telefone da sua orelha e pressionou a tecla "end".
Imediatamente, ele discou um novo número.
“O que Carlisle falou” Eu perguntei impacientemente.
Edward respondeu em uma voz inanimada. “Ele acha que você está grávida”
As palavras enviaram a um tremor quente abaixo a minha espinha. O pequeno
bebê se moveu dentro de mim.
“Para quem você está ligando agora? Eu perguntei quando ele colocou o
telefone de volta na orelha.
“Para o aeroporto. Estamos indo para casa”.
Edward esteve no telefone durante mais de uma hora sem um intervalo. Eu
acho que ele arranjava o nosso vôo para casa, mas não posso estar certa
porque ele não falava em inglês. Parecia que ele discutia, ele falou muito
através dos seus dentes.
Enquanto ele discutia, ele fez as malas. Ele girou em volta do quarto irritado
como um furacão, deixando ordem e não destruição no seu caminho. Ele
lançou jogou um conjunto de roupas minhas na cama, sem olhá-los, por isso,
assumiu que era hora de começar a me vestir. Ele continuou com o seu
argumento enquanto eu me troquei, gesticulando com movimentos súbitos,
agitados.
Quando não podia mais agüentar a energia violenta que irradia dele,
calmamente deixei o quarto. A sua concentração maníaca fez meu estômago
doer – não como a doença de manhã, somente pouco confortável. Eu esperaria
em outro lugar até o seu humor de passar. Não posso falar com este Edward
frio, que honestamente me assustou um pouco.
Mais uma vez, terminei na cozinha. Não havia um saco de pretzels no armário.
Eu pequei um deles e mastigava distraidamente, olhando para fora a janela na
areia e rochas e árvores e oceano, tudo que resplandece ao sol. Algo moveu
em mim.
“Eu sei” eu disse. “Não quero ir, também”
Fitei fora a janela durante um momento, mas o bebê não respondeu.
“Eu não entendo, “eu sussurrei. “o que está errado aqui?”
Surpreendente, absolutamente. Surpreendente, mesmo. Mas errado ?
Não .Então, por que Edward está tão furioso Foi ele que tinha realmente
desejado tanto, como uma caçada, o casamento.
Tentei raciocinar como ele. Talvez não era assim tão confuso Edward querer
que nós fôssemos para casa imediatamente. Ele a pediria a Carlisle para me
verificar, assegurar-se que a minha suposição foi certa – embora não houvesse
absolutamente dúvida em minha cabeça neste ponto. Provavelmente eles
quereriam compreender por que estava tão grávida, com os chutes e a
cutucada e todo disto. Não era normal.
Depois que pensei nisto, estava certa que era isso. Ele deve estar tão
preocupados com o bebê. Eu ainda não tinha barriga. O meu cérebro trabalhou
mais devagar do que o seu – ainda estava cravada a maravilhosa imagem que
ele tinha evocado antes: a criança muito pequena com olhos de Edward –
verde, como o seu tinha sido quando ele era humano – deitado e lindo nos
meus braços. Esperei que ele tivesse exatamente o roto de Edward, sem
interferência do meu.
Foi engraçado como repentinamente e completamente necessária esta visão
tinha ficado. A partir desse primeiro pequeno toque, Tudo tinha mudado.
Onde antes havia apenas uma coisa que eu não poderia viver sem, agora, havia
dois. Não houve divisão - meu amor não foi dividido entre eles agora, não era
assim. Foi mais como se meu coração tivesse crescido, inchado até duas vezes
o seu tamanho, nesse momento. Tudo esse espaço extra, já preenchido. O
aumento foi quase estonteante .
Eu nunca antes realmente tinha entendido a dor de Rosalie e o ressentimento.
Eu nunca me tinha imaginado ser mãe, nunca quis isto. Tinha sido uma parte
do bolo para de promessas para Edward de que não me preocupei em deixar
de ter filhos, porque realmente não queria. As crianças, em resumo, nunca
tinham me atraído. Eles pareceram ser criações barulhentas, muitas vezes,
alguma forma de sentimentalidade exagerada. Eu nunca tive muito a ver com
um irmão, eu sempre imaginei um irmão mais velho.Alguém para cuidar de
mim, e não ao contrário.
Esta criança, a criança de Edward, era uma história totalmente diferente. Eu
queria-o como eu queria que o ar que respiro. Não uma escolha – uma
necessidade. Talvez eu só tivesse uma imaginação realmente ruim. Talvez por
isso eu era incapaz de pensar em estar casada até que eu já fosse – incapaz de
ver que eu quereria um bebê até que cada um já tivesse.
Coloquei a minha mão no meu estômago, que espera pela seguinte cutucada,
as lágrimas rolaram em meu rosto novamente.
“Bella?”
Eu girei, por desconfiar do pelo tom da sua voz. Era muito frio, muito
cuidadoso. A sua cara combinou com a sua voz, vazia e dura. E logo ele viu
que eu chorava.
“Bella!” ele cruzou a sala em um flash e colocar suas mãos sobre o meu rosto
"Você está sentindo dor?"
“Não, não–”
Ele me puxou para o seu peito. “Não tema. Estaremos em casa em dezesseis
horas. Você ficará bem. O Carlisle estará pronto quando nos tornamos lá.
Cuidaremos disto, e você ficará bem, você ficará bem.”
“Cuidar disto? O que você quer dizer?”
Ele inclinou para longe e olhou mim nos olhos, “estamos indo tirar isso antes
que ele possa machucar qualquer parte de você. Não fique assustada. Eu não
deixarei isso te machucar ”
“Essa Coisa ?“ Eu respirei.
Ele olhou agudamente para longe de mim, em direção à porta da frente.
“Droga! Eu esqueci que Gustavo viria hoje. Vou me livrar dele e já voltarei.”
Ele saiu da sala.
Aperto o suporte do balcão. Os meus joelhos estavam cambaleantes. Edward
acabara de chamar o meu pequeno chutador de uma coisa . Ele disse que
Carlisle o tiraria.
“Não,” sussurrei.
Eu compreendi ele mal antes. Ele não estava se preocupando com o bebê. Ele
queria abortar ele. A bela imagem na minha cabeça deslocou abruptamente,
modificado para algo escuro. O meu bonito choro de bebê, os débeis meus
braços não bastante para protegê-lo…
O que posso fazer? Eu seria capaz de raciocinar como eles? E se eu não
conseguisse? Isso explicava o estranho silêncio de Alice no telefone? O que
ela viu? Edward e Carlisle matando aquela perfeita criança pálida antes que
ela conseguisse viver?
“Não”, eu sussurrei de novo, minha voz mais forte. Isso não podia ser. Eu não
permitiria.
Eu ouvi Edward falando Português novamente. Discutindo novamente. A voz
dele se aproximou, e eu o ouvi rugindo de exasperação. Então eu ouvi outra
voz, baixa e tímida. Uma voz de mulher.
Ele entrou na cozinha na frente dela e veio diretamente para mim. Ele limpou
as lágrimas nas minhas bochechas e murmurou no meu ouvido por entra a
linha fina e dura dos seus lábios.
“Ela está insistindo em deixar a comida que trouxe – ela fez o jantar para nós.”
Se ele estivesse menos tenso, menos furioso, eu sei que ele teria revirado os
olhos. “É uma desculpa – ela quer ter certeza que eu ainda não te matei.” A
voz dele ficou fria como gelo no final.
Kaure vagou nervosamente pelos cantos da cozinha com um prato coberto nas
mãos. Eu queria saber falar Português, ou que meu Espanhol fosse menos
rudimentar, para que eu pudesse tentar agradecer essa mulher que se arriscou a
deixar um vampiro com raiva apenas para cuidar de mim.
Os olhos dela se revezavam entre nós dois. Eu vi ela analisar a cor no meu
rosto, a umidade nos meus olhos. Murmurando alguma coisa que eu não
compreendi, ela pôs o prato no balcão.
Edward disparou alguma resposta para ela; eu nunca o ouvi ser tão mal
educado antes. Ela se virou pra ir embora, e o movimento da longa saia dela
desviou o cheiro da comida no meu rosto. Era forte – cebola e peixe. Eu
cambaleei e fui até a pia. Eu senti as mãos de Edward na minha testa e ouvi os
murmúrios calmantes através do ruído nos meus ouvidos. As mãos dele
desapareceram por um segundo, e eu ouvi a geladeira se fechar. Graças a Deus
o cheiro desapareceu com o som, e as mãos de Edward estavam resfriando
meu rosto novamente. Tudo acabou muito rapidamente.
Eu lavei minha boca na pia enquanto ele acariciava o lado do meu rosto.
Houve um pequeno movimento na minha barriga. Está tudo bem. Estamos
bem, eu pensei com afeto. Edward me virou, me puxando para os seus braços.
Eu descansei minha cabeça no ombro dele. Minhas mãos instintivamente
cruzadas sobre meu estômago.
Eu ouvi um pequeno resfôlego e olhei para cima.
A mulher ainda estava lá, hesitante na porta e com as mãos meio erguidas
como se ela estivesse procurando alguma forma de ajudar. Seus olhos estavam
grudados em minhas mãos, saindo das órbitas de choque. A boca dela estava
escancarada.
Então Edward prendeu o fôlego também, e ele repentinamente se virou para
encarar a mulher, me puxando um pouco para trás do corpo dele. Os braços
dele ao redor do meu tórax, como se ele estivesse me segurando para trás.
De repente Kaure estava gritando com ele – alto, furiosamente, suas palavras
impossível de entender voando pela cozinha como facas. Ela ergueu seu
pequeno punho no ar e deu dois passos para a frente, mostrando-os para ele.
Apesar da ferocidade dela, era fácil ver o terror em seus olhos.
Edward também foi em direção a ela, e eu apertei o braço dele, assustada com
a mulher. Mas quando ele interrompeu o ataque dela, a voz dele me pegou de
surpresa, especialmente levando em consideração o quão ríspido ele tinha sido
quando ela não estava o atacando. Ele falava baixo agora, implorando. Não
apenas isso, mas o som era diferente, mais gutural, sem cadência. Eu achava
que ele não estava mais falando Português.
Por um momento, a mulher olhou para ele pensativa, e então seus olhos se
estreitaram enquanto ela soltava uma longa pergunta na mesma língua
alienígena.
Eu observei enquanto o rosto dele foi ficando triste e sério, e ele balançou a
cabeça uma vez. Ela deu um passo para trás e cruzou as mãos sobre si mesma.
Edward foi em direção a ela, fazendo gestos em direção a mim e então
repousando a mão sobre minha bochecha. Ela respondeu raivosamente de
novo, balançando as mãos acusadoramente para ele, e então fazendo gestos
para ele. Quando ela terminou, ele implorou para ela novamente, com o
mesmo tom de voz baixo, urgente.
A expressão dela mudou – ela o encarou com pura dúvida no rosto enquanto
ele falava, os olhos dela repetidamente passando para meu rosto confuso. Ele
parou de falar, e ela pareceu estar pensando em alguma coisa. Ela olhou para
frente e para trás entre nós dois, e então, inconscientemente, pelo que pareceu,
ela deu um passo para frente.
Ela fez um movimento com as mãos, fazendo uma mímica que parecia ser um
balão saindo de seu estômago. Eu olhei – será que as lendas dela sobre um
predador bebedor de sangue podiam ser isso? Era possível que ela soubesse
alguma coisa sobre o que estava crescendo dentro de mim?
Ela deu alguns passos para a frente, deliberadamente dessa vez, e fez algumas
breves perguntas, que ele respondeu de forma tensa. Então foi ele quem
começou a questionar – um rápido interrogatório. Ela hesitou e então
lentamente balançou a cabeça. Quando ele falou novamente, a voz dele estava
tão agoniada que eu olhei pra ele chocada. O rosto dele estava afogado em
dor.
Em resposta, ela caminhou lentamente para a frente até que ela estava perto o
suficiente para colocar sua pequena mão no topo da minha, sobre o meu
estômago. Ela disse uma palavra em Português.
“Morte”, ela suspirou baixinho. Então ela se virou, seus ombros curvados
como se a conversa a tivesse envelhecido, e deixou a cozinha.
Eu sabia Espanhol suficiente para saber isso. Edward estava congelado de
novo, olhando para ela com uma expressão torturada grudada no rosto. Alguns
momentos depois, eu ouvi o motor do barco roncando e o som desaparecendo
na distância.
Edward não se mexeu até que eu comecei a ir para o banheiro. Então as mãos
dele agarraram meus ombros.
“Onde você está indo?” A voz dele era um murmúrio de dor.
“Escovar meus dentes de novo.”
“Não se preocupe com o que ela disse. Não são nada além de lendas, mentiras
velhas contadas para divertir.”
“Eu não entendi nada” Eu disse a ele, apesar de que isso não era inteiramente
verdade. Como se eu pudesse duvidar de alguma coisa só por ela ser uma
lenda. Minha vida estava cercada de lendas por todos os lados. Todas elas
eram verdade.
“Eu coloquei sua escova de dentes na mala. Eu vou pegar para você.”
Ele caminhou na minha frente até o quarto.
“Estamos partindo em breve?” Eu perguntei a ele.
“Assim que você acabar.”
Ele esperou pela minha escova de dentes para colocá-la na mala novamente,
vagando silenciosamente pelo quarto. Eu a entreguei a ele quando terminei.
“Eu vou colocar as malas no barco.”
“Edward –“
Ele se virou de novo. “Sim?”
Eu hesitei, tentando pensar em alguma forma para ficar sozinha por alguns
segundos. “Você poderia... guardar um pouco de comida? Você sabe... caso eu
fique com fome de novo?”
“É claro”, ele disse, seus olhos repentinamente suaves. “Não se preocupe com
nada. Na verdade, nós vamos encontrar com Carlisle dentro de algumas horas.
Tudo isso estará acabado em breve.”
Eu balancei a cabeça, sem confiar na minha voz.
Ele se virou e deixou o quarto, uma mala grande em cada mão.Eu me virei e
peguei o telefone que ele tinha deixado na mesinha. Esquecer as coisas era
muito incomum da parte dele – esquecer que Gustavo estava vindo, deixar o
telefone aqui. Ele estava tão estressado que mal era ele mesmo.
Eu abri o telefone e procurei no meio dos números programados na agenda.
Eu fiquei feliz por ele ter tirado o som, com medo que ele fosse me flagrar.
Estaria ele no barco agora? Ou já estaria de volta? Será que da cozinha ele
conseguiria me ouvir se eu cochichasse?
Eu encontrei o número que queria, um número para o qual eu nunca havia
ligado antes na minha vida. Eu apertei o “send” e cruzei os dedos.
“Alô?” a voz que parecia sopros de ventos dourados atendeu.
“Rosalie?” Eu murmurei. “Aqui é a Bella. Por favor. Você tem que me
ajudar."

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