AVISO

Querido leitores de momento o Cold Blood Fanfics encontra-se em manutenção.

Voltaremos em princípio ainda este mês com mais novidades, colunas novas, entrevistas com autores de fanfics, etc..., provavelmente também com uma nova cara.

Por isso, se virem novos conteúdos no blog, não se "assustem" nem pensem que voltamos ao ativo.

Quando estivermos terminando postaremos uma mensagem.

Obrigada pela atenção.

A Equipa do CBF

Doce Vingança - Capítulo 2

 

Capítulo 2


O vento gélido ia de encontro à face da doce Isabella, seus olhos inchados a deixava em uma aparecia decadente, ainda mais com o seu cabelo mal arrumado, em uma trança feita as presas.

Olhou para a fachada com melancolia, pois embora fosse uma magnífica residência na moderna Mayfair, ela era de Sir Cullen, e isso já bastava para fazer da tristeza a sua companhia.

Com um nó na garganta, colocou o capuz da capa escondendo seu rosto e os fios negros de seu cabelo.

Olhou em volta temendo ser vista, uma lady de respeito não visitava o lar de um cavalheiro, ainda mais um que possuía a distinta reputação de lorde Cullen.

Entretanto o seu receio se foi após alguns segundos, lhe pareceu bobo e sem propósito, a essa altura toda a cidade já tinha conhecimento do que seu pai fizera na noite passada.

E estava ali não só para visitar, e sim para se instalar.

Suspirou pesadamente e com o resto de orgulho próprio que ainda possuía caminhou lentamente em direção aos degraus de mármore até a majestosa porta principal.

Um mordomo lhe recebeu, e com uma postura admirável inclinou seu braço para que a jovem seguisse em direção ao salão principal.

Como não tinha opção aceitou a oferta sem pestanejar.

Ao entrar no salão deixou cair o capuz, abismando-se com a elegância do local, que revelava bom gosto e riqueza. Sorriu internamente, pois algo dentro dela gritava com uma certeza irritante de que as portas do inferno não teriam sido mais atraentes.

Odiava aos nobres libidinosos, pois sabia que eram crápulas de primeira classe. Ainda mais quando se tratava de lordes que eram integrantes da tão conhecida Liga do Demônio, uma corporação de depravados, da classe nobre e burguesa de Londres.

E é claro que Sir Edward Cullen era membro participante da corporação, sendo ele o presidente.

Mas o que poderia ela fazer?

Ainda ontem estava organizando seu enxoval, idealizando o dia em poderia se tornar mãe, e hoje, estava sendo jogada ao precipício, sem garantia alguma de sair inteira.

Momento depois passos lhe chamaram atenção, apareceu no salão um jovem cavalheiro, era moreno e alto, a roupa que lhe cobria lhe caia muitíssimo bem, e apesar de se inclinar cortesmente era perceptível que a inspecionava atrás de seus óculos.

Por um segundo chegou a imaginá-lo como Lorde Cullen, porém o achou simplório demais.

– Lady Swan? Sou Billy Black, secretário de sua senhoria.

Sorriu timidamente e acenou positivamente com a cabeça. Pelo menos por hora estava livre do impudico.

– Vamos, milady. Tem a bondade de me seguir?

Com certo receio subiu a ampla escada, passando por um corredor decorado com quadros caríssimos, até parar em frente a uma porta que logo o secretário abriu e lhe apresentou como sendo “seu” aposento.

Isabella observou ao entrar que o local era amplo, com uma decoração requintada em cor branca e dourada, com moveis de rico mogno. No centro havia um enorme leito cujas roupas estavam bem esticadas.

Sentiu acelerar os batimentos de seu coração, pois no momento em que avistou a cama se imaginou com outro alguém ao seu lado.

Respirou fundo.

Toc Toc

Isabella tremeu de susto.
Ao se virar se deparou com a criatura mais linda que já vira na vida encostado na porta com os braços cruzados e com um sorriso torto nos lábios, olhando-a faminto.

Deu um só passo pra trás e se deteve bruscamente.

Ela nunca o virá, porém teve total convicção que estava frente o frente com o perverso cavalheiro que mudará sua vida.

Ele possuía a aparência de um deus grego que somado a sua fama e ao fato de estarem sozinhos num aposento intimo fez seu coração acelerar ainda mais.

Será que ele iria exigir que ela se deitasse como ele agora?

Isabella pouco sabia sobre a intimidade de um casal, e o que tinha conhecimento, fora o que seu pai lhe disse pela manhã, depois da noticia de que a tinha perdido em uma mesa de jogo.

Fechou os olhos em um sinal de fraqueza, querendo apagar o que vivenciou horas atrás e quando os abriu encontrou duas esmeraldas vivas lhe encarando.

– Te perturbo lady Swan?

Engolindo seco fez um esforço sobrenatural para lhe respondeu.

– Certamente não... Somente gostaria de saber a quem estou dirigindo a palavra!

Ele sorriu abertamente e com passos lentos se aproximou da jovem, sempre com o um olhar intenso e devastador, como sinônimo de uma ameaça do que estava por vim, ainda mais quando desceu seu olhar para examinar seus seios, ela sentiu como se tivesse sido tocada, lhe arrepiando a pele.

Ficou imóvel e conteve a respiração enquanto seu elegante dedo riscava um atalho leve como uma pluma para o vulnerável local.

Que sensações eram essas? Perguntou-se Isabella.

Ela tentou fechar os olhos, porém não conseguiu, mordendo nervosamente o lábio inferior viu-o contemplando-a durante uns momentos.

– Acredito que sabes quem sou... Porém como é de bom tom... Sir Edward Cullen.
Isabella suspirou pesadamente.

Percebendo que ela ficara em silencio, Edward a examinou com curiosidade, se questionando quando em sua vida esteve tão excitado com a simples presença de uma mulher.

Em sua rápida analise, duvidava que Isabella fosse uma tola.

Era evidente sua timidez e seu decoro, porém devido à família que pertencia imaginava que a jovem já deveria estar acostumada aos escândalos, e que já deveria ser perita no quesito.

Um pai leviano e incapaz de se manter longe das apostas, uma irmã viúva a beira da ruína devido ao marido depravado, eram uns dos comentários mais bondosos que ouvira.

Definitivamente os Swan’s carregavam a vergonha sobre os ombros.

Porém algo em seu olhar a deletava, o fazendo questioná-la.

– Teme-me, lady Swan?

– Considerando a fama do senhor, seria muito imprudente de minha parte não temer.

Ele sorriu, apreciando o fato dela ser verdadeira, entretanto sentiu uma pontada de desgosto.

Às vezes ser temido era fabuloso, entretanto no quesito luxuria, temer era uma opção descartada.

– Não tem razões para ter medo de mim. – falou sorridente.

– Disse o lobo faminto ao cordeiro. – com a cabeça inclinada pra trás Edward gargalhou abertamente.
Estava certo, quase nunca errava em ler uma pessoa, era tímida e recatada, de certo modo inexperiente, porém não tola, e sua afiada língua lhe provava isso.

Sobressaltou-se quando ele levantou lentamente a mão para tocar sua bochecha acariciando o local de um modo devastadoramente intimo, como se conhecessem a um longo tempo.

– Isabella. – Cullen pronunciou seu nome com doçura, em um tom que era como uma carícia por todo o seu corpo.

Ela elevou o olhar e seus olhos se encontraram por um segundo, olhou seus lábios e se sentiu inerte, e antes mesmo que pudesse se conter, pensamentos impróprios tomaram conta de sua mente, mas como não reparar, ele tinha uma formosa boca, com uma aparência chamativa, mais até que qualquer morango vermelho e suculento.

Ficou rígida enquanto ele se inclinava lentamente para tocar sua boca com delicadeza sobre a dela.

O contato foi leve e rápido, um simples roçar de sua carne contra a carne dele, entretanto ela sentiu como se a marcasse. Estremeceu, e quando ele levantou a cabeça, ela pôde ler a satisfação em seus olhos esverdeados.

Com sinal propositalmente descuidado, Edward deu um toque na gola de sua capa.

– Deve esta sentindo calor com tanta roupa. Não necessita disto, verdade?
Sua voz era uma melodia rouca, como uma suave carícia.

Ela o olhou confusa incapaz de compreender ou formular uma pergunta.

– Tiraria a capa por mim?

– Por quê?

– Porque desejo verte.

O medo a abraçou terrivelmente. E como era de se esperar ele percebeu, pois a olhou atentamente, esperando... Deixando-a confusa.

O que ele faria? Ela não sabia o que esperar, o que pensar, sobre um famoso libertino, porém fazia pouca diferença, uma vez que, tinha ganho o privilégio de despi-la se assim o desejasse.

Com os dedos trêmulos, desabotoou os botões de sua capa lentamente, chegando a ser ridícula a forma desengonçada que agia.

Ainda indecisa, não soube o que fazer assim que se viu livres dos botões que prendiam a vestimenta, porém antes que se decidisse, dedos firmes agarrou o tecido de seus ombros, o fazendo escorregar pelos seus braços e o deixou suavemente sobre a mesa.

– Confesso minha decepção – murmurou enquanto examinava seu singelo vestido de lã merina cor rosa. - Prefiro muito mais trajes elegantes, um que seja capaz de fazer justiça ao contorno presente no corpo feminino. – Avaliou-a por mais alguns segundos - Bem resolveremos este pequeno problema mais tarde. Vem, sente-se comigo um momento.

Agarrou-a com firmeza pelas mãos e a conduziu a espreguiçadeira. Isabella se sentou rígida, conteve o fôlego e sentiu que seu coração pulsava agitado. Iria requerê-la ali mesmo, naquele momento?
O rosto de Edward estava perto do seu, cada traço daquele homem agia como um poderoso magnetismo, e antes que pudesse pensar em fugir, encontrou-se olhando sua boca, aquela boca chamativa e de formato cativante.

Edward se sentiu ainda mais excitado, porém permaneceu imóvel.

Era ciente de seu desejo por ela, assim como do risco que correria se agisse de forma precipitada, até porque, queria tê-la, não violentá-la, ele jamais esteve em cima de uma mulher sem que a mesma não o desejasse.

O que o levava para um único caminho: SEDUÇÃO.

Seu instinto masculino e sedutor lhe dizia que ela ainda estava com medo... O que demonstrava o quão vulnerável era.

Enfim seu controle seria posto a prova, pois com ela deveria avançar devagar, aguardando o dia em que decidisse responder com liberdade. Entretanto, sabia, a conquista do tesouro final valeria apena o esforço.

Decidiu que ela merecia um momento só, porém antes iria começar a sua campanha, para domar seus medos e conquistar sua confiança, antes que suas sombrias imaginações a dominasse, fazendo dele cada vez mais um mostro malvado e pervertido.

E não haveria melhor forma de convencê-la do que a fazer provar um fragmento do prazer que podia lhe dar, de modo que começasse a ver que, ele não era o diabo que pintavam.

O doce aroma de Isabella invadiu seu olfato, mas com férreo domínio se obrigou a controlar seus desejos.
– Quer me olhar, querida?

Ela acessou a contra gosto e ele prosseguiu naquele tom inebriante.

– Certo. Sou igual a você, nunca enfrentei uma circunstância tão particular. Teremos que improvisar.

Isabella se assustou, imaginava que ele já teria armado tal ato com outras donzelas, olhou em seus olhos buscando algo que o desmentisse, mas o que viu foi algo quente e terno naqueles olhos que acalmavam-na de seu pânico, de uma forma estranha.

– Queria voltar a te beijar. Negar-me-ia um beijo?

Ela viu tudo a sua volta rodar.

– Dá-me alguma opção, milord?

– Claro que sim. – Sorriu – Quero que a senhorita entenda uma coisa, jamais irei tocá-la sem seu consentimento. A escolha sempre será tua.

Isabella buscou por mentiras em seus olhos novamente, mas não encontrou
nenhuma. Ele estava prometendo não tomá-la contra sua vontade.

Talvez tivesse sido sincero.

Ao ver que não respondia, acariciou sua bochecha.

– Têm uma pele suave como pétalas de rosa...

Passou o polegar pela sua boca provocando-a. Algo dentro dela gritava para que mover-se, fugir de sua proximidade, mas outra parte de seu ser, se sentia maravilhada pela intensidade de seu olhar, e por algo que ela não compreendia.

Edward colocou os dedos pelos lábios úmidos e separados, deixando-a fora de orbita.

– O que responde, pequena Isabella? - Inclinou o rosto da moça para ele - Me beijará?
Sua voz a confundia, era uma caricia envolvente que enfraquecia suas defesas.

Tinha o conhecimento de que era necessário proteger-se daquele homem e, entretanto... Estava desejando por algo que não sabia exatamente o que era, somente desejava que não deixasse de tocá-la.

– Sim... — murmurou.

Ela nem ao menos se deu conta das palavras saindo por seus lábios, porém antes que pudesse se corrigir, ele agarrou-a pelo rosto com suavidade, com infinita ternura, a fazendo esquecer de seu protesto.

Isabella observou encantada como suas pestanas escureciam seus olhos, os deixando-o mais atraente, seu fôlego deslizou pelos seus lábios e logo sua boca se posou na dela com a lenta e segura pressão da experiência.

Sentiu-se alienada por uma onda de sentimentos quentes e inexplicáveis. O beijo era um lânguido e íntimo conhecimento de sua boca que levava sua respiração.

Ao vê-la tão entregue, Edward introduziu a língua entre seus dentes em uma invasão dominadora.

O sabor dele era adorável. Ela pressionou instintivamente o peito do homem com as mãos sentindo os firmes músculos sob os dedos, o calor de seu peito, e percebeu o aroma extremamente masculino que ele tinha, quente e almiscarado.

Sua língua brincava em uma dança lenta, calma e erótica enquanto continuava com os toques macios de seus dedos.

Isabella sentiu vagar em um mundo desconhecido, onde só existia o seu gosto de encontro ao seu, sua suave acaricia em seu rosto, sua nua clavícula, seu ombro...
Um momento depois seus dedos desciam sobre o decote quadrado de seu vestido. Ela ficou tensa, o que ele estava pensando em fazer? Porém antes de processar sua pergunta interna, sentiu seu sutiã sendo empurrado para baixo, deixando seus duros e empinados seios sobre sua camisa e espartilho.

– Não tema, pequeno cordeiro... – ouviu sua melodiosa voz longínqua, tranqüilizando-a.

Edward inclinou lentamente a cabeça, seguiu com seus lábios o caminho que tinham percorrido seus dedos, e suas suaves carícias a fascinavam.

Agitou-se enquanto ele baixava sua camisa.

Sentiu sua respiração de encontro ao seu seio... E de repente ficou rígida.

O que aconteceria agora?

Ficou sem fôlego, jamais imaginou algo assim, ele beijou seus seios lentamente, lhe provocando sensações desconhecidas que estava sentindo. Suspiro pesadamente ao ver que ele sugava seu seio. Não pôde evitar a vergonhosa sensação, o descarado calor que sentia...

Quando o homem passou delicadamente sua língua em seu sensível mamilo, Isabella se estremeceu.

Embriagada pelas sensações se assustou quando sentiu um pulsar entre suas coxas.

O que ele estava fazendo com ela? Questionou-se abobalhada.

Percorreu com maestria seu suave monte com seus lábios, sugando-o.

Edward seguiu excitando-a, brincando com seus seios através de sua vermelha e quente língua.

Isabella se curvou para ele, desejando cada vez mais a sensação que estava sentindo, um prazer que acendia todo seu corpo.

Gemeu diante do ato.
Ao ouvi-la, Edward deixou de saborear seu mamilo, olhando-a ainda mais faminto, voltando a encarar sua boca para domá-la com um beijo quente e sôfrego cuja inesperada fúria provocou nela um gemido de satisfação.

Apoiou de modo involuntário as mãos contra os ombros de Edward querendo mais do que ele estava lhe oferecendo.

Porem subitamente, lorde Cullen pareceu pensar melhor e, de modo inexplicável, interrompeu o beijo.

Encostou sua testa contra a dela e soltou uma satisfatória gargalhada.

Uma onda de vergonha tomou conta de Isabella.

Ela não poderia ter permitido que aquilo acontecesse, agiu como uma leviana, somente uma rameira cometeria tal pecado.

Cullen inspirou profundamente, mas sua voz rouca surgiu em um tom frio.

– Me perdoe. Por um momento me deixei levar.

Isabella o olhou atentamente, porém não conseguiu compreender o sorriso que via em seus lábios.

Foi então que a realidade a invadiu, desviando seu olhar do de lorde Cullen, procurou rapidamente organizar seu desordenado sutiã, com uma dificuldade desanimadora, fazendo com que Edward a ajudasse.

Assim que estava vestida descentimente, Isabella desviou sua face, olhando ao longe pela enorme janela do quarto.

Edward se levantou.
– Seria interessante discutirmos os detalhes de “nosso” futuro —disse com ar despreocupado.

Depois de alguns segundo ela o encarou novamente.

– Como quiser.

Quando ele a olhou, percebeu que seus olhos tinham perdido o calor de momentos antes, e decidiu que chegara o momento de deixá-la com seus pensamentos.

– Chamarei uma criada para lhe ajude - ofereceu ele.

– Posso perfeitamente cuidar de mim mesma, milord.

– Acredito que não seja necessário continuarmos com os títulos, o que achas?
Meu nome é Edward, e prefiro que me chame assim.

– Muito bem..., Edward

– Eu gosto desse som em seus lábios.

Foi impossível Edward segurar um sorriso provocador, fazendo-a recordar da intimidade que protagonizaram, deixando-a vermelha.

Percebendo a vergonha dominando-a Edward agiu

– Esteja segura que não quero lhe fazer mal Isabella—murmurou

– Somente desejo seduzir-te.
Ela engoliu seco, temendo que tudo aquilo resultasse em sua ruína.

Edward se aproximou e beijou delicadamente sua mão, nunca deixando de olhar em seus olhos.

– Espero-te para a ceia!

Lhe presenteou com um sorriso torto e se retirou do quarto, deixando-a atormentada com seus pensamentos.

Assim que saiu do quarto que disponibilizou para a jovem, Edward seguiu até seu dormitório, deixou seu corpo encostar-se na parede e fechou fortemente seus olhos enquanto recordava o sabor, a sensação de seus delicados seios... E sua própria reação... Um simples abraço o tinha deixando louco, excitado de modo selvagem... Esteve a ponto de perder a cabeça...

Edward se excitou ainda mais enquanto imagens da mulher vagavam diante de seus olhos e sua mente... Foi impossível não imaginá-la nua em sua cama, se curvando de deleite, enquanto ele explorava os mistérios de seu corpo fogoso... Sim, ela era fogosa, somente precisava ser despertada, e ele não teria problema algum em fazê-lo!

– Tome cuidado – sussurrou pra si mesmo, cuidadoso com as sensações quentes que passavam pelo seu corpo e mente.

Porém algo o deixava inquieto, o que diabos ela tinha de tão especial?

A tinha desejado assim que a viu pela primeira vez, porém tinha em mente que era somente a vingança que o dominava, mas depois de beijá-la, de saboreá-la... Algo o fez mudar de pensamento...

Ele a queria, o seu corpo a desejava, pulsava quente e necessitado por ela.

Edward temeu que talvez sua atitude se revelasse contra ele.

Será que devia realmente sentir arrependimento? Será que deveria voltar atrás.

Porém era tarde demais pra voltar atrás, agora teria que enfrentar as conseqüência, pois desejava sua entrega, seu corpo quente e disponível sob o seu, desejava ouvir seu nome saindo de seus lábios, desejava-a... Essa era a cruel e saborosa verdade.

– Realmente é um prêmio que vale a pena ganhar, meu pequeno cordeiro!

Edward sorriu torto, o jogo da conquista o fascinava, se deliciaria em lhe ensinar a satisfazer os desejos de um homem!
[...]


As horas passaram com uma rapidez assustadora, Isabella arregalou os olhos ao avistar o céu de Londres completamente escurecido, o que deixava o clima ainda mais gélido, ajudando a deixá-la mais apreensiva.

O tempo estava se esgotando, logo teria que ficar novamente frente a frente com Lorde Cullen, o pavor do que poderia fazer e o que poderia acontecer penetrava sua mente, sem qualquer aviso.

No pouco tempo em que estivera com ele, aprenderá uma lição de alta relevância: era um terrível engano apreciar seus detalhes muito de perto, pois seu perfil era masculinamente estonteante, o que combinado a sua melodiosa voz, mandava embora sua razão e princípios que lhe foram passados.

Em outras palavras, se tornará uma rameira da pior estirpe.

TOC TOC

O som assustou-a, se virou lentamente, avistou a porta de madeira respirando fundo.

Com passos lentos e trêmulos se aproximou da porta abrindo-a lentamente.
Um suspiro de aliviou saiu de suas narinas, o que não passou desapercebido pela jovem colaboradora de Edward, a mesma que mais cedo lhe trouxera água quente para sua limpeza.

– Milady, Sir Cullen mandou chamá-la.

Isabella analisou-a mais uma vez, loira, traços delicados em uma face arredondada, corpo miúdo, e podia apostar que era bem magra, uma vez que, a roupa de serviço azul escura que usava deixava qualquer uma mais encorpada.

Será que já havia se deitado com Lorde Cullen? Perguntou-se mais uma vez.

Swan lhe sorriu tremula.

– Obrigada, diga que estou indo.

A jovem fez uma reverência e se retirou.

Assim que Isabella fechou a porta do quarto escorregou pela madeira, sentando-se no chão e abraçando os joelhos.

O que aquele libertino estava pensando em fazer?

Era a única coisa que navegava em sua mente.
No andar principal, Edward sorriu quando Judith lhe contava cada detalhe da reação de Isabella.

Lorde Cullen era um conhecedor nato da espécie conflituosa que atormentava a maioria de seus amigos.

Ela estava confusa, e isso era o seu primeiro passo vitorioso, não demoraria muito para tê-la debaixo de si.

– Espero que este sorriso brincando em seus lábios não seja algo maldoso que pretenda fazer!

Rose estava posicionada confortavelmente no sofá, ao lado de seu companheiro, Conde Thompson.

Ambos analisavam Lorde Cullen cuidadosos, temiam pelo “fim” da jovem Swan. Tinham quase certeza, ela não sairia nada feliz dessa história.

– Ora, porque me tomas?

O sorriso nos lábios de Edward era malignamente cínico.

Rosálie revirou os olhos e nada disse.

– Doce Rose, não diga que esteja tentada em ajudar uma Swan? Esteja certa, irei tratá-la melhor que alguém rameira, melhor do que uma descendente daquele ser impuro mereça.
A saliva desceu rasgando pela garganta da condensa, as lembranças até pouco tempo a perturbavam, seu irmão estava certo, nenhum Swan merecia qualquer consideração.

Mas porque ela estava receosa?

Porque o futuro da jovem que nem ao menos conhecia, que não tinha qualquer estima a deixava entristecida?

Passos se aproximando trouxe-a de volta, olhou a face de seu irmão, um sorriso discreto estava presente.

Talvez se encarasse lady Swan todo aquele sentimento desapropriado sumisse de dentro de si.

– Que formosa estas lady Swan!

Assim que chegou a sala percebera duas pessoas a mais no ambiente. Suspirou, olhou-o firme, fingindo altivez.

– Obrigada.

Entretanto teve certeza, da maneira que sua voz escorregou pelos seus lábios, não enganaria nem cego.

– Adoraria que conhecesse dois ilustres convidados! – comentou Edward.
Com passos seguros e dominadores, aproximou-se de Isabella, envolvendo sua cintura com um de seus longos e fortes braços, direcionando-a ao centro do salão.

– Estes são: Conde e Condensa Thompson!

Emmett educadamente se curvou diante da jovem, enquanto Rosálie analisava qualquer movimento que saísse da Swan.

A surpresa invadiu Isabella, soube pelo seu pai quem eram os Thompson, e jamais idealizou que o diabólico Cullen lhe apresentasse a sua irmã e seu cunhado.

O que isso queria dizer?


Autora Vasquez

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